Educação no trânsito, engenharia, fiscalização, primeiros socorros e punição: são esses os fatores que contribuem para a posição de vantagem dos EUA, em relação ao Brasil.
Em 2010, o Brasil atingiu o número de 32.912 mortes no trânsito, superando, inclusive, o ano de 2009. Chegamos ao 3º lugar entre os países que mais matam no trânsito no planeta. Estamos atrás apenas da Índia e da China.
Até 30 de setembro deste ano, 26.894 pessoas morreram de acidente de trânsito no Brasil e, 107.403 ficaram com algum tipo de invalidez. As estatísticas mostram que 90% dos acidentes de trânsito são causados por falhas humanas, 6% problemas nas pistas e 4% falhas mecânicas.
Espantosamente, em números absolutos, a Europa possui aproximadamente cinco vezes mais carros que o Brasil e, ainda assim, mata menos no trânsito. Em 2010 chegamos ao total de quase 33 mil mortes no trânsito, mais um pouco do que a União Européia que foi de 32.786 mortes.
Essa disparidade se justifica pelo programa de educação e conscientização no trânsito que ajuda a União Européia a alcançar um índice de redução anual bastante significativo (5%), desde o final da década de 1990.
Se esse ritmo europeu permanecer estável nos próximos 50 anos estima-se que em 2060 o número de vítimas fatais na Europa cairá para aproximadamente 2.500, totalizando uma redução de 95% em relação também ao ano de 2000.
Tudo porque as campanhas de segurança viária nos países europeus vêm se utilizando de métodos inovadores e investindo fortemente em vídeos publicitários chocantes que parecem realmente ter despertado a população.
Outra novidade são os controladores de velocidade, que se diferem dos radares comuns, eles não medem apenas a velocidade instantânea do veículo, possibilitando que o motorista a dissimule, mas calcula sua velocidade média enquanto trafega entre dois pontos distintos.
Esses métodos contribuem de forma significativa para a constante redução do número de mortes no trânsito europeu e devem servir de exemplo para o Brasil.
Diante dessas tragédias, é decisiva a mobilização da sociedade e dos governos em favor da adoção de metas de redução de acidentes, com um cuidado cotidiano de fiscalização, educação e aperfeiçoamento da legislação de trânsito.
Por outro lado, um plano de segurança no trânsito deve passar por maior atenção dos governos no Brasil, de tal forma que destinem recursos para a aparelhagem das polícias, a produção de mais estudos e estatísticas das causas dos acidentes e, também, para a mudança de comportamento de todos, especialmente dos condutores de veículos e motociclistas.
Se não houver, por parte dos governos, uma política de humanização no setor de transporte e trânsito no Brasil, a tendência é que a epidemia dos traumatizados por acidentes de carros e motos se agrave a cada dia, produzindo, diariamente, perdas desnecessárias e muita dor e sofrimento aos amigos e familiares dessas vítimas do acaso
GONZAGA PATRIOTA, Contador, Advogado, Administrador de Empresas e Jornalista, Pós-Graduado em Ciência Política e Mestre em Ciência Política e Políticas Públicas e Governo e Doutorando em Direito Civil, pela Universidade Federal da Argentina.
Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)
Aline Benevides
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