Audiência pública vai debater destino de mini presídio em Afogados da Ingazeira‏






Nesta sexta-feira (11), será realizada uma Audiência Pública para discutir com a população de Afogados da Ingazeira a situação e o destino do Mini Presídio, localizada na área urbana do Conjunto Residencial Miguel Arraes. O evento acontece no Cine Teatro São José da cidade a partir das 14h. Além de moradores da comunidade e de representantes de entidades públicas, organizações, classe empresarial e poder judiciário, a reunião contará também com as presenças do prefeito do município, Totonho Valadares (PSB), da secretária estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Laura Gomes, do secretário estadual de Ressocialização, Romero Ribeiro, e do deputado estadual e líder do Governo na Assembleia Legislativa, Waldermar Borges (PSB).

Para Totonho Valadadares será um espaço de ouvir o real desejo da população em relação a situação da unidade prisional. "É o momento onde a população afogadense, representantes de instituições e organizações e lideranças políticas debateram o destino do mini presídio”, enfatizou.

De acordo com o líder comunitário do Conjunto Residencial, José Siqueira, não é a só os moradores que são contra reconstrução do mini presídio. “Não são apenas 225 famílias no lado do prédio. Tem também o Hospital Regional e o Detran. É uma área residencial e comercial“, disse Siqueira.

ENTENDENDO O CASO

O Mini Presídio foi inaugurado no final da gestão do então Governador Jarbas Vasconcelos. Nunca chegou a funcionar pelas condições de segurança e da estrutura do espaço. O prédio fica dentro do Conjunto Miguel Arraes no bairro Padre Pedro Pereira, em Afogados da Ingazeira, na margem da PE 320, localizado numa área residencial e comercial. Ao lado da unidade prisional, estão o Hospital Regional Emília Câmara, Detran, Quadra Poliesportiva e comércios. A obra custou R$ 1,1 milhão, recursos públicos da União.

O Governo do Estado começou uma reforma no prédio com intenção de ativar a unidade prisional. Houve demolição em parte da estrutura. A nova obra de ampliação do “cadeião” está orçada em quase R$ 2,3 milhões. Os moradores do Conjunto Residencial são contra a construção. Já houve várias manifestações da comunidade, com faixas, paralisações do trânsito e intervenção da PE.

A Prefeitura Municipal tinha formalizado ao Gabinete do Governador a doação de outro terreno para construção da nova unidade prisional. Já houve uma audiência no Ministério da Justiça, em Brasília, com o prefeito Totonho Valadares e, na época, com os secretários estaduais de Articulação Política, Gilberto Rodrigues, e de Ressocialização, Humberto Viana.


Há uma Lei aprovada pela assembleia Legislativa, de autoria de deputada estadual, Terezinha Nunes, que fica proibida a abertura de detenções em áreas urbanas. Em novembro de 2010, a deputada admitiu entrar com recurso judicial para barrar o projeto de construção dessa unidade prisional de Afogados da Ingazeira.



Prefeitura de Afogados da Ingazeira
Assessoria de Comunicação
Daniel Ferreira
Jornalista - 4140 DRT

Postar um comentário

0 Comentários