SÓDIO: Instituto Nacional de Cardiologia alerta sobre os riscos do consumo excessivo de sal‏

 O Instituto Nacional de Cardiologia do Ministério da Saúde aproveitou o Dia Mundial da Alimentação, comemorado nesta terça-feira, para fazer um alerta sobre os riscos do consumo excessivo de sódio. Em agosto, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o presidente da Associação Brasileira das industrias de Alimentação, Edmundo Klotz, assinaram acordo que estabelece metas nacionais para a redução do teor de sódio em alimentos fabricados no Brasil, como temperos, cereais matinais, caldos e margarina. O nutricionista do Instituto Nacional de Cardiologia, Marcelo Barros, reforça a importância de reduzir o sódio nos alimentos para garantir qualidade e longevidade para a população:

"É de fundamental importância principalmente para a prevenção de hipertensão arterial, que é um grande fator de risco para doenças cardiovasculares, principalmente o AVC, o chamado derrame. Então quando a gente diminui o consumo desse sódio a gente vai estar diminuindo também a incidência de doenças cardiovasculares."

O combate ao excesso de sódio na comida está chegando também à cozinha de restaurantes. O chef Paulo Melo é proprietário de uma grande rede em Brasília e tem a preocupação de garantir o sabor nos alimentos sem exagerar no sal:

" A gente começou já como filosofia inicial de procurar produtores locais para comprar só produtos não processados. Até o presunto nosso é não processado , ele tem muito menos sódio, quando não tem nenhum,  em comparação com o presunto que você compra normalmente no supermercado."

O nutricionista do Instituto Nacional de Cardiologia, Marcelo Barros, faz um alerta: as pessoas precisam parar de colocar muito sal na comida.

" Na realidade, o sal é fundamental ao nosso organismo. O problema é o excesso desse sódio. O consumo recomendado de sal é de cinco gramas por dia. E o brasileiro hoje consome de 12g a 20g de sal ao dia. Então, é muita quantidade."


O acordo assinado entre o Ministério da Saúde e a Associação Brasileira das industrias de Alimentação para reduzir o teor de sódio em alimentos fabricados no Brasil determina a retirada de quase nove mil toneladas de sódio de vários produtos até 2020.
Reportagem, Débora Rocha

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