População deve preservar arquitetura histórica de Triunfo

Dizem os moradores triunfenses mais velhos, ter vindo de Portugal o hábito local de enfeitar a fachada das residências com imagens de santos decorando azulejos postados na estrutura física do imóvel. Costume antigo aqui em Triunfo, uma vez terem descendentes europeus residido por algum tempo em nossa cidade - assim como: americanos, ingleses, alemães, franceses, suíços, holandeses e italianos., todos de alguma forma contribuintes com a cultura e costumes passados. As peças, a princípio, vinham  do além-mar.


A prática atrativa infelizmente foi amenizada e destruída pelo progresso descaracterizado  arrebatando  as tradições em nome da falsa modernidade que muito pouco de interessante incluiu no cenário tradicionalista de uma localidade nordestina, pernambucana e sertaneja diferenciada das demais estações climáticas e  estâncias balneárias que se tem conhecimento na região e distante dela, essa é a mais pura verdade. Algumas ainda ostentam as supostas molduras.



Algumas relíquias ainda são mantidas e preservadas, graças ao empenho pessoal  assumido por pessoas esclarecidas que não se cansam de lutar em defesa da nossa história, passada, recente e futura, depois de orientações abalizadas de profissionais especializados no assunto, aqui presentes anos atrás, destacando o valoroso aspecto e também contribuindo na confecção da" Lei de Tombamento", pelo então vereador Carlos Ferraz.

Os painéis desenham imagens sacras em ladrilhos. São alguns azulejos pintados à mão e eternizados na fachada dos casarios instalados nas ruas principais deste maravilhoso recanto turístico saudável. Naquela época o azulejo não era tão caro e toda família queria ter ser santo de devoção na frente da habitação. Hoje  em dia ninguém mais quer saber de azulejo. Nem mesmo de casa e sim prédios altos de vários pavimentos. Devemos manter a tradição....


Por Carlos Ferraz do Opinião Triunfo Digital 

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