O Into, Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia,
inaugurou nesta semana o Hemointo. A unidade foi criada para coleta e
transfusão de sangue. Inicialmente, vai atender 30 doadores por dia. Um dos
principais avanços do Hemointo é a chamada doação autóloga.
Ela ocorre quando o
paciente coleta o próprio sangue para ser utilizado por ele mesmo em uma futura
cirurgia já marcada para ser realizada.
Desde o final de julho, quando o setor
começou a funcionar com doações comuns e autólogas, o índice de suspensões de
cirurgias diminui de 40% para apenas 5%. A informação é da chefe do Hemointo,
Fernanda Azevedo.
Ela explica que o procedimento pode ser feito em quase todos
os tipos de cirurgia, menos em casos de câncer ou quando a pessoa está sofrendo
algum processo de infecção, tem insuficiência cardíaca ou já tenha sofrido AVC.
Nesta etapa inicial, o sangue do próprio paciente está sendo usado em cirurgias
para colocação de próteses de joelho e quadril. A chefe do Hemointo destaca
três vantagens desse tipo de doação.
"A gente evita suspender cirurgia por falta de sangue.
Uma outra vantagem é que a pessoa não recebe sangue de outra pessoa, porque
apesar de o sangue ser todo testado e tudo direitinho, ainda existe um risco
muito pequeno de transmissão de outras doenças e de reações. Outra indicação
importante é quando a pessoa tem um tipo de sangue raro, que a gente tem
dificuldade de conseguir um doador, aí ele tomar o próprio sangue dele é mais
fácil, né?"
O procedimento pode ser feito em até três dias antes da
cirurgia. Dependendo do tipo de bolsa, o sangue pode ser armazenado por até 42
dias. O paciente é submetido a uma reposição de ferro para aumentar a
quantidade de sangue no organismo. O Into realiza, em média, 50 cirurgias por dia.
O setor conta com 25 profissionais, salas de entrevista e de coleta. Para doar,
o voluntário deve apresentar documento oficial de identidade com foto, ter
entre 16 e 67 anos, pesar mais de 50 quilos e estar bem de saúde.
Não é
necessário estar em jejum. Para saber mais, acesse: www.saude.gov.br.
Reportagem, Fábio Ruas
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