PROFISSIONAIS QUE TEM CONTATO DIRETO COM A POLUIÇÃO CORRE O RISCO DE INFERTILIDADE

“A poluição está interferindo na evolução da espécie.” Essa afirmação é do urologista Jorge Hallak, que comprovou recentemente a influência do ambiente tóxico das grandes metrópoles na fertilidade masculina. Segundo Hallak, a poluição influencia também na produção do cromossomo Y no testículo, que é mais frágil. Esse cromossomo é responsável pelo nascimento de meninos (XY).
O estudo foi divulgado em mais de 100 países e chamou a atenção de profissionais da saúde ao revelar uma diminuição do número de fetos masculinos em roedores e seres humanos, em consequência da poluição. Para se dimensionar, somente em 2006, o cruzamento dos dados fornecidos pela Cetesb (órgão que controla a qualidade do ar na capital paulista), com informações obtidas em cartórios, mostrou a redução no nascimento de 1.180 bebês do sexo masculino.
Como a pesquisa abrangeu também com animais, foi possível constatar qual espécie é mais susceptível ao efeito da poluição. E os mamíferos foram os premiados, eles são muito mais sensíveis ao problema.

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