MURO QUE NÃO É O DE BERLIM
Em tempos anteriores na nossa política, havia um muro em que determinados partidos políticos subiam e o utilizavam para retardar suas posições no que se refere a apoio partidário e futuro “promissor” para nossa nação. Esse tal muro jamais poderá ser comparado ao muro de Berlim, que por ventura era considerado uma vergonha descarada e de uma prepotência sem escrúpulo. O tal muro de que me refiro, jamais será comparado ao muro das lamentações, localizado na cidade de Jerusalém, local mais sagrado do judaísmo. Este muro é utilizado principalmente por aqueles que necessitam depositar seus desejos por escrito bem como fazer orações através da fé adquirida muitas décadas atrás.
Digo tempos anteriores por que atualmente estamos assistindo de camarote no presente ano eleitoral uma diferença pelo qual, em tempos passados alguns partidos ficavam a mercê de resultados de pesquisas eleitorais para decidir de vez como iriam direcionar suas estratégias para obter êxito. Na verdade, esses “partidos” políticos que sempre se aproveitavam do tal muro que podemos denomina-los como muro da vergonha nacional ou muro da esperteza. “Felizmente” neste ano de 2010, vemos em nosso país o muro da dúvida ser extinto. Digo isso porque neste ano não tivemos se quer um político ou um partido que ficasse dividido entre a razão e a emoção, ou seja, desde o início optaram pela lógica do “tenho que ganhar”, pois é notório que partidos e políticos estão saindo de cima do muro para não saírem derrotados nesta eleição.
Em contra partida, ao descerem do muro fizeram alianças que antigamente eram consideradas impossíveis de se acreditar, pois basta observar algumas movimentações políticas e concordar com a desvalorização de caráter que antigamente era escondida por alguns políticos para preservar sua fraca personalidade e sua medíocre imagem. Porém preferiram passar por cima do muro para conseguir resultados positivos. Para termos ideia da gravidade da postura podre e escancarada adquirida, eles fizeram alianças forçadas por conveniência, mesmo contrariando orientações dos seus próprios partidos. Nomes “consagrados” na política preferiram desviar-se da ética, da humildade e da personalidade adquirida com muito esforço para vender-se ao marasmo do atraso e do abandono. Para continuar exemplificando, basta observar situações adversas em que políticos preferiram sair de seu reduto eleitoral para candidatar-se por outro estado que não fosse da sua base de carrei ra. Também houve caso em que alianças consideradas impossíveis fossem concretizadas. São atitudes berrantes que não podemos engolir nem tão pouco admitir, pois no vale tudo da política, essa seria a última atitude de alguém com no mínimo de dignidade possa obter. Éramos felizes e não sabíamos quando víamos se enfrentando situação e oposição batalhando por um espaço nacional com afinco. Hoje vemos partidos aliados politicamente se digladiando em propósito único do voto, do poder e do status.
Creio que ainda não é chegada a hora de dar credibilidade total àqueles que se julgam capazes de mudar nossa história. Antes de votar, pense e reflita, pois poucos países tem a liberdade de expressão e da mudança consciente como o nosso. Vamos derrubar de vez o muro da intolerância e fazer dessa nossa pátria uma pátria poderosa e confiante para nossos filhos.
Durval Buarque
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