QUEBRADEIRA//PREFEITOS DO PAJEÚ E O 13º

O pagamento do 13º salário para servidores das prefeituras pernambucanas está ameaçado em algumas regiões do estado. Sem dinheiro em caixa e com previsão nada positiva até o fim do ano, muitos prefeitos temem não ter recurso suficiente para quitar o abono natalino dos servidores municipais.

O que seria uma luz no fim do túnel para vários gestores da micro-região do Pajeú e do Sertão parece não ter nem sinal nem de acender.

O repasse pelo governo federal, em 10 de dezembro, de uma parcela extra equivalente a 1% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), não garante o pagamento do 13º, visto que as finanças municipais estão desajustadas, pelas constantes quedas do FPM.


Algumas prefeituras têm optado por não quitar débitos com fornecedores, já neste mês Novembro,e possivelmente em Dezembro para fazer caixa, mas só não pode esquecer-se de pagar a Celpe, como justificou o prefeito de São José do Egito, Evandro Valadares (PSB), que deixou de pagar a conta de luz, e os servidores lotados no palácio municipal tiveram de cumprir a jornada de trabalho às escuras.

Em outras, o corte no custeio e no número de funcionários contratados e cargos em comissão tem sido a alternativa para economizar gastos.

Em Flores

O trabalhista Marconi Santana (PTB), que também é Secretário Nacional da UBAM, não teve como evitar os cortes na folha de contratos e comissionados, e em outubro reduziu em 17% no montante da FOPAG.

O gestor cansado de participar de marchas em Brasília foi contra a sugestão do prefeito de Anchieta Patriota de Carnaíba, em sair do sertão para Brasília em um pau de arara e acampar em Brasília.

Segundo declarações de Santana, “agora é tarde demais”, e diz não acreditar que os municípios consigam aporte financeiro no dia 14 de dezembro, data agendada para uma possível mobilização em Brasília, encabeçada por Carlos Evandro, prefeito de Serra Talhada.

E falando nele...

O Republicano, Carlos Evandro, gestor da terra do Xaxado, passou o ano inteiro reclamando, diz não entender as contas feitas pelos técnicos da União, e segundo Evandro, todo ano é mesma coisa eles fazem as contas em outubro e em Dezembro a imprensa diz que eles erraram.

Saíndo do Pajéu

Rogério Leão (PR) anunciou nesta sexta (27), corte de 10% no seu salário, no do vice Carlos Antonio e dos cargos em comissão.

Segundo leão, com a redução vai conseguir equilibrar as finanças municipais. O gestor disse a imprensa que é o pior momento que o município enfrenta, depois de seis anos de governo.

Com a redução de salários e o corte de horas extras, gratificações, combustíveis e contas de telefones celulares, o prefeito espera fazer uma economia mensal da ordem de R$ 150 mil. O que ainda não é suficiente, disse ele, para pôr a prefeitura nos eixos.

Voltando ao Pajéu...

Não é de hoje que Totonho Valadares (PSB), prefeito de Afogados da Ingazeira sofre com as inconsistências da parcelas do FPM, que chegam aos cofres da prefeitura. Durante todo ano sofreu pressão dos opositores e dos servidores municipais, que foram às ruas reclamar de atraso e do não cumprimento do Plano de Cargos e Carreiras.

Já em Betânia

Pelo o que parece, Eugênia Aráujo (PR), ainda não teve tempo de pensar em 13º ou até mesmo em FPM. Ameaçada de ser denunciada ao Ministério Público, a prefeita e esposa de Val Araújo, (responsável pelas finanças municipais), apressou-se em fazer acordo com o Banco Gerador para pagar empréstimo consignado descontado dos funcionários.


Velho problema



Não é de hoje que os prefeitos reclamam para pagar o 13º salário. No entanto, segundo o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, a cada ano, mais cidades estão conseguindo quitar em dia o benefício natalino. A meta é zerar a inadimplência. Além de os servidores representarem a maior parcela da população assalariada em grande parte das cidades, a Lei de Responsabilidade Fiscal pune aqueles que não arcarem com os seus compromissos financeiros.

Com informações do Júnior Campos

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