Além de Afogados da Ingazeira, quatro cidades pernambucanas estão entre as dez primeiras do ranking negativo. Bezerros (Agreste) é a terceira, com 10,2%. Na sexta, sétima e décima posições aparecem, respectivamente, Serra Talhada (8,2%), Ouricuri (7,2%) e Floresta (5,7%), todas no Sertão. Os demais cinco municípios onde há perigo de epidemia são Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste, Timbaúba, na Mata Norte, Araripina, no Sertão do Araripe, Pesqueira, no Agreste, e Camaragibe, no Grande Recife.
Este ano, o LIRAa coletou dados de 370 cidades brasileiras. O mapeamento aponta que 154 enquadram-se na situação de alerta, quando a taxa de infestação pelo Aedes aegypti nas residências fica entre 1% e 3,9%. O Recife ficou entre as 14 capitais que estão em alerta, com 1,9%. No ano passado, a taxa tinha sido um pouco menor: 1,6%.
Em Pernambuco, são 40 as cidades que fornecem dados para o levantamento. Todas estão recebendo, desde novembro, o Plano de Mobilização Social contra a Dengue, garante a Secretaria Estadual de Saúde (SES). Cada prefeitura informa os bairros com maior incidência do mosquito transmissor da dengue e, a partir daí, a SES envia campanhas informativas para as escolas municipais.
Outra providência é a distribuição de 102 mil cobertas para reservatórios de água nessas cidades e em mais sete da Mata Sul, que foram atingidas pelas enchentes de junho. “Antecipamos as ações para evitar uma epidemia no fim deste ano ou no começo do próximo”, explica a gerente de Prevenção e Controle de Zoonoses e Endemias da SES, Nara Arruda. O trabalho começou em Palmares e hoje ocorre em todas as cidades mapeadas.
Para diminuir os índices de infestação, a SES pede a colaboração dos moradores. “O agente de saúde chega às casas a cada 60 dias. Como o ciclo de reprodução do mosquito é de oito dias, até a próxima visita gerações e gerações do Aedes aegypti já terão se desenvolvido”, avisa a gerente da secretaria. Cobrir baldes e caixas d’água, além de eliminar o lixo de locais abertos são atitudes que, realizadas coletivamente, podem evitar surtos.
Nara Arruda ressalta que os números devem ser um alerta para os gestores municipais, uma vez que a descontinuidade das ações pode ser decisiva na eclosão de uma epidemia.
Fonte: Jornal do Commercio
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