O assunto é política

Pára tudo.

Estamos há mais de um ano das próximas eleições, mas o país já começa a parar. Nada mais se faz. A máquina pública começa a emperrar, focada unicamente nas eleições.

Mas falta mais de um ano, alguém pode lembrar.

É, falta, mas essa é a desculpa que eles querem para poderem fazer o que mais sabem : nada.

Peço desculpas se por acaso atingir alguém com estas minhas colocações, mas esta é a impressão que nos passam.

Se abrimos os jornais só lemos fofocas políticas em torno das eleições que estão por vir, até parece que nada mais acontece no país, nos estados e nos municípios, e o pior de tudo é que a grande massa acaba por embarcar nessa onda.

É sempre assim.

De dois em dois anos os políticos profissionais ocupam os horários de rádios, os jornais e as TVs para repetirem seus discursos.

São discursos amarelados, desbotados de tantos outros anos passados, e são assim exatamente porque as necessidades são as mesmas.

As promessas, nunca passam de promessas, e povo, levado na lábia continua a se iludir, a creditar no mesmo discurso tantas vezes repetido, sem falar naqueles que vêem no político aquele que vai lhe arranjar um emprego, ou o emprego para alguns de seus familiares.

Doce ilusão.

O político não existe para distribuir empregos, e os que fazem isso, com certeza não exercem bem suas funções, que é a de trabalhar em prol de todos... do coletivo.

Infelizmente é isso, de dois em dois anos a mesma ladainha, mas aí terá alguém que diga, mas este é o processo democrático: eleições, para que o povo escolha seus representantes.

Certo, concordo, mas pergunto: tem que ser de dois em dois anos?

Não seria mais prático de unificasse tudo, aí então de quatro em quatro anos iríamos as urnas para escolher estes nossos representantes, que na maioria das vezes sequer nos representam, essa é a verdade, representam mesmo seus interesses ou o interesses de seus grupos... de meia dúzia de gatos pingados, nós, a grande maioria ficamos só a ver navios.

E isso é uma pena.

Fico a me perguntar quando o povo, a massa, vai descobrir sua verdadeira força?

Dizem que o touro só fica preso no mourão porque não sabe a força que tem, se soubesse arrancaria o mourão e ficaria livre. Assim somos nós, desconhecemos nossa força, nosso poder, afinal somos nós, com nossos votos que elegemos deputados, presidentes, prefeitos, governadores, vereadores, etc.

Somos nós que os colocamos lá, e também nó, temos o poder de tirá-los, é só não votar mais naquele que não cumprem de fato o seu papel.

Isso sim se chama democracia.

O Que não podemos é continuar sendo iludidos.

O que não podemos é fazermos-nos de cegos diante de tantos desgovernos, é deixar que nos iludam tão facilmente com palavras bonitas, com promessas mirabolantes, que sabemos não serão cumpridas.

O que não podemos deixar acontecer é que tudo pare, até nós mesmos, em detrimento de uma campanha eleitoral que ainda vai acontecer daqui a um ano.

Não podemos nos embriagar nessa bebida falsa que nos dão.

Vamos cobrar ações. Vamos cobrar trabalho, afinal eles todos, os eleitos com nossos votos são nossos funcionários, estão lá para trabalhar por nós, para isso é que são tão bem pagos, com dinheiro nosso de nossos impostos... Suor de nossa testa, fruto do nosso trabalho.

Deixemos de ser touros amarrados em mourão.

Já que o lema deles é esse, pois bem, as eleições vem aí, 2012 vem aí, vamos votar conscientes.

Tarcísio Rodrigues (jornalista e escritor)

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