
O mundo acordou hoje com a notícia da morte de Osama Bin Laden, o homem mais procurado do mundo, terrorista, como o classificou os Estados Unidos, líder da Al Qaeda, foi morto numa operação que durou pouco mais de 40 minutos, com tiros de um dos 20 soldados da Marinha Americana que participarão da ação, estas são as informações dos órgãos de comunicação do governo americano.
Isso tudo merece uma reflexão:
Não defendo de maneira nenhuma as ações extremistas de Bin Laden, mas também não concordo com as intervenções imperialistas dos Estados Unidos , que travestidos de senhores do mundo, abusam das prerrogativas que eles mesmos criaram para si.
A ingerência americana pelo mundo a fora vem tomando proporções desmedidas.
Sob a alegação da construção de armas de destruição em massa eles invadiram o Iraque e arrasaram o país, e ainda promoveram o assassinado do ex-presidente Sadan Hussein, ou alguém duvida da mão americana por trás da condenação de Sadan?
E as armas de destruição em massa, acharam?
Estavam onde?
E também fica a pergunta: eles ( os americanos ) não constroem e possuem armas de destruição em massa? Ou só as armas dos outros é que matam?
Quanto vale a vida de um americano?
E de outro cidadão de qualquer país, quanto vale?
Para eles, todos poderosos, não sendo americano nada vale.
É muita, arrogância, muita empáfia, e o mundo todo se curva para o país mais endividado do mundo, um país que até nós brasileiros, somos seus credores, e pasmem, o quarto maior credor.
Mas eles é que mandam.
Só que a morte de Bin Laden, a morte não, o assassinado de Bin Laden pode ter sido um tiro nos pés dos americanos.
É assim que se fabricam mártires e lendas.
Foi assim com Che Guevara, assassinado nas selvas bolivianas.
Foi assim com Lampião, no massacre da gruta do Angico, e que até hoje, mais de setenta anos depois de sua morte continua sendo estudado, discutido.
A imagem mais vendida no mundo é a de Che Guevara. Deveria ser a de Busch ou de Obama, não é mesmo?
Não são eles os bonzinhos?
Porque será que o povo, a grande massa se identifica muito mais com os Guevaras, Lampiões e Bin Laden da vida?
Talvez porque em todos eles reflitam um pouco do anseio popular de se libertar de tiranias imperialistas, que trabalham apenas em busca de ganho, do enriquecimento, movimentando uma economia selvagem e tirana que já mostrou ser ineficaz.
Bin Laden, o perigoso terrorista rotulado pelos Estados Unidos, não era visto assim pelo seu povo, muito pelo contrário, para muitos era visto como o libertador de um povo que historicamente vem sendo invadido, um povo que biblicamente vem lutando pela sua real liberdade, um povo capaz de morrer satisfeito, numa guerra que eles consideram santa.
Essa é a verdade.
Não é que eu concorde com esses extremismos, não!
Vamos ver a quem interessa a morte de Bin Laden. A família de Busch, que são seus sócios em poços de petróleos, ou as empresas petrolíferas americana, que tem interesse nos poços explorados pela família Bin laden?
É uma teia de interesses na qual a morte seres humanos alimentam outras indústrias.
Será que os poderosos americanos não poderiam, em vez de matar ter capturado vivo o famigerado terrorista? Não seria mais humano, mais civilizado?
Mas não, preferiram matar, e com isso criaram mais um mártir, mais uma lenda.
Tarcísio Rodrigues (jornalista e escritor)
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