Livre arbítrio

Decisão de acordo com o parecer pessoal, sem levar em conta os aspectos da lei. Essa é a definição de livre arbítrio. Pois bem, mesmo não sabendo a definição correta, pessoas insistem em delegar em causa própria, basta observar os acontecimentos recentes que essa tese vem a calhar como uma luva de seda em mãos despreparadas para tal façanha. Hoje acordei com a notícia de que uma mãe, já de dois filhos, pretendia doar o filho que ainda estava no seu ventre. Lógico que essa história não é inédita, porém a surpresa é que além de estar grávida de um amante, casado e pai de três filhos, ela tem conhecimentos necessários para tomar suas próprias decisões. Tem segundo grau completo, profissão definida, embora atualmente desempregada, fala compassadamente sem erros na linguagem. Neste caso o ato é de conformidade com sua vontade e não cabendo ignorância. Existem várias atitudes em que se fôssemos relatar, dariam para completar várias páginas. Fazer o correto ou o incorreto não nos cabe julgar, pois o tal livre arbítrio serve exatamente para isso. Só que não podemos esquecer os princípios básicos religiosos. Em meados do século passado os acontecimentos não diferenciavam dos atuais, porém o castigo vinha a cavalo. A sociedade de uma forma errada condenava algumas modalidades com desprezo, apedrejamento e morte. Hoje apesar da liberdade exagerada, podemos nos consternar com atitudes louváveis, pois não faltou quem a apoiasse para não dar continuidade a essa horripilante ação. Ah, graças a Deus, em tempo hábil, ela devido ao apoio geral, decidiu criar seu filho que acabara de nascer. Neste caso, o livre arbítrio valeu à pena.
Durval BuarqueBuarque@oi.com.br

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