Ministério Público discute situação dos matadouros, ficaram de fora o de Iguaracy e o de Serra Talhada

Em busca de uma solução urgente e efetiva para o grave quadro dos matadouros, a Ministério Público de Pernambuco através do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa do Consumidor (Caop-Consumidor), realizou nesta quarta-feira (8) uma videoconferência do programa “Carne De Primeira” com os municípios de Araripina, Salgueiro, Petrolina, Caruaru, Arcoverde, Garanhuns, Belo Jardim, Nazaré da Mata e Palmares, sob o tema “Panorama dos Matadouros Públicos Municipais de Pernambuco”.A videoconferência foi aberta pela coordenadora do Caop-Consumidor, promotora de Justiça Liliane Fonseca Lima, e o secretário-geral do MPPE, promotor de Justiça Carlos Guerra, que representou o procurador-geral de Justiça Aguinaldo Fenelon. O secretário estadual de Agricultura Ranilson Ramos fez uma breve apresentação do projeto do governador Eduardo Campos em enfrentar o problema dos abatedouros no estado. Em seguida, enfatizou que foi à Bahia conhecer o trabalho lá realizado.

“Pretendemos aprofundar a parceria com o MPPE, para que possamos nuclear cada abatedouro existente nos municípios pernambucanos e realizar a implantação de 25 novos abatedouros, chegando a um investimento de 40 milhões de reais”, adiantou Ranilson Ramos. O secretário concluiu a apresentação enfatizando que a situação atual dos abatedouros “é horrível e isso não é uma exceção e sim uma regra”.

A iniciativa ainda abrange o transporte e comércio irregular de carnes e o combate ao abate clandestino de animais. O Programa “Carne de Primeira” foi apresentado aos participantes da videoconferência, que visa atende a metas previstas no planejamento estratégico institucional e proteger os cidadãos pernambucanos do consumo de alimentos impróprios, quando não perigosos à saúde.Em Pernambuco, estão instalados cerca de 160 matadouros públicos municipais, em muitos dos quais podem-se encontrar irregularidades quanto à localização, ausência de médico veterinário durante o abate, forma cruel na matança, péssimas condições de higiene no manuseio da carne, falta de proteção para os trabalhadores, trabalho infantil, além da falta de instrumentos adequados e de autorização para funcionamento.Com informações da ASCOM MPPE

Fonte:Supramax

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