Uma nova ordem mundial


Vivemos de fato novos tempos.

Desde a Primeira Guerra Mundial, no início do Século XX, o mundo viu surgir uma nova potência, militar e econômica: os Estados Unidos da América, que desde então passou a controlar o mundo, em todos os sentidos.

Acabou por transformar-se no “xerife” do planeta.

Mesmo nos anos da Guerra Fria, onde dividia seu poderia militar com a extinta União Soviética, se impôs como maior potência do planeta, e fez o que quis, abusou de, digamos “suas prerrogativas”.

Mas o tempo passou, e assim, como a ordem mundial foi implacável com impérios como o da Grécia de Alexandre, o Persa de Dário, o todo-poderoso império Romano, também começa a ser implacável com os poderosos “americanos!.

Até pouco tempo os Estados Unidos era referência mundial em tudo.

Era comum, em todas as conversas usar o molde americano como parâmetro.

“Nos Estados Unidos é Assim, nos Estados Unidos é assado”, era comum estas comparações, e a coisa ficou pior depois do fim da Guerra Fria, aí então a prepotência americana alcançou seu limite máximo.

Invadiu países, intrometeu-se em política interna de quase todos países do mundo, valendo-se de sua forte economia e de seu potencial militar.

Veio então a crise financeira de 2009.

Os poderosos americanos foram atingidos e o mundo conheceu mais uma palavra no dicionário econômico: “bolha especulativa”. Os donos do mundo viviam numa “bolha”, e brincavam de se enganarem e enganarem ao mundo, a economia americana não possuía aquela saúde que dizia possuir, e eles, que eram até então os credores de quase todos países do mundo, passaram a ser devedores.

Apareceu então os emergentes, países como Brasil, Índia, China e a Rússia começaram a despontar no cenário mundial como potências econômicas, e aí, destaque para China, que além de sua economia pujante, também é detentora de forte arsenal militar, sem contar que a Rússia, herdou também um arsenal militar considerável da extinta União Soviética, mas nestes novos tempos, está valendo mais o poder econômico que o poder bélico, pois são nas bolsas de valores que se decidem futuros.

Nunca imaginei que pudesse ver outro país passando um “pito” nos Estados Unidos, e foi isso que assistimos nesta semana que passou, a China, maior credor americano, repreendeu severamente o presidente Obama quanto a sua postura de interferência em políticas internas de outros países, assim como, recomendou que se apressassem na definição da política econômica do seu país, pois, conforme frisou os chineses, a fragilidade econômica americana estava prejudicando os interesses da China.

Isso é algo que soa surreal, mas é a verdade, e tudo isso acontece porque o governo americano não soube fazer seu dever de casa e acabou gastando bem mais do que podia.

O Brasil faz parte da lista dos países emergentes, está cotado para ocupar uma vaga de futura potência, mas, assim como os Estados Unidos, começamos a não fazer nosso dever de casa, estamos criando uma bolha em nossa volta, a bolha do faz-de-conta, onde fazemos de conta que estamos bem, mas na verdade, vimos a algum tempo jogando o lixo para baixo do tapete.

O PT, hoje governo, na ânsia de se perpetuar no poder, cria bolsas, ou seja, distribui dinheiro que não tem, Agora recentemente fala-se na criação de uma “bolsa água”, é brincadeira, está faltando o quê?

Temos que aproveitar o bom momento que vivemos e criar sim, um desenvolvimento sustentável, através de obras duradouras, de estruturação da indústria nacional, de investimentos públicos e principalmente de menos corrupção, caso contrário essa nossa “bolha vai explodir” bem antes do que se imagina, e de futura potência poderemos passar a mendigos, subordinados e subjugados a outras nações.

Que o exemplo americano nos sirva. Vamos aprender com eles e com certeza nos daremos bem, pois somos um povo pacato, não temos vocação bélica, assim sendo, temos que perseguir apenas a estabilidade e o crescimento econômico e assim nos firmamos no cenário mundial.

As brigas a gente deixa pra eles.

Tarcísio Rodrigues (jornalista e escritor)

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