HEMOBRÁS: Hospitais de Pernambuco vão receber o primeiro hemoderivado produzido pela empresa

A Hemobrás, Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia, ligada ao Ministério da Saúde, vai fabricar a cola de fibrina, primeiro medicamento derivado do sangue produzido pela empresa. O produto vai ser distribuído primeiramente para quatro hospitais de Pernambuco, e depois deve ser enviado para outros hospitais públicos do País. O diretor de Produtos Estratégicos e Inovação da Hemobrás, Luiz Amorim, explica que a cola de fibrina é a combinação de duas proteínas presentes no plasma do sangue. Ela reduz hemorragias e evita transfusões. Luiz Amorim também explica que a cola de fibrina pode ser usada em várias cirurgias, como as de coração e fígado.

"O nosso trabalho é receber o plasma doado pela população brasileira, aqui em Pernambuco, purificar essas proteínas de modo que ao final do processo nós temos duas seringas, com essas duas proteínas, e essas proteínas ao serem usadas durante uma cirurgia conseguem promover a coagulação, ou seja, conseguem fazer o controle de hemorragias. Toda cirurgia tem sangramento, muitas cirurgias em que o sangramento é de difícil controle pode se utilizar a cola de modo a diminuir a necessidade de transfusão de sangue, diminuir hemorragia, o sangramento durante o ato operatório."

Antes a cola de fibrina era importada e usada, principalmente, em hospitais particulares, porque o Ministério da Saúde tinha dificuldade de comprar o material, que era muito caro. A área em que é fabricada a cola de fibrina no Laboratório da Hemobrás é financiada pelo Ministério da Saúde. O diretor de Produtos Estratégicos e Inovação da Hemobrás, Luiz Amorim, diz que a cola de fibrina vai oferecer qualidade internacional, gerar economia para o governo, e o principal: ampliar o acesso da população à saúde.

"É muito importante porque é uma produção local porque a gente vai possibilitar, a gente vai possibilitar o aumento do acesso dos pacientes ao produto. É um produto importado, muito caro, de difícil obtenção, difícil aquisição, e que ele está disponível nos hospitais do SUS para o uso de pessoas que de outra maneira não teriam como utilizá-la, tanto os médicos que querem usar e nem sempre conseguem, quanto os pacientes que precisam e que se beneficiam desse tipo de produção então realmente a gente fica muito orgulhoso de poder produzir isso aqui no Brasil, de poder ampliar essa oferta desse medicamento."   


Em um ano, os hospitais da Restauração, do Câncer de Pernambuco, Oswaldo Cruz e o Pronto Socorro Cardiológico Universitário de Pernambuco vão receber cerca de três litros e meio de cola de fibrina produzida pela Hemobrás, o suficiente para 680 cirurgias.
Reportagem, Hortência Guedes

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