Tente respirar somente pela boca pelo próximo minuto e você
logo perceberá que nosso corpo não considera essa a maneira mais ideal para
realizar a troca de oxigênio por gás carbônico. E se você mora em cidades como
Brasília, onde o a umidade do ar é baixa, ou em metrópoles poluídas como São Paulo,
esse desafio não será dos mais agradáveis e muito menos saudável.
Por isso, a melhor maneira de se respirar é sim pelo nariz.
A respiração nasal umidifica e aquece o ar, ao contrário do que acontece na
respiração oral. Além disso, o nariz funciona como um filtro, pois purifica o
ar e impede que impurezas cheguem ao organismo.
“Em repouso a respiração ideal é inspirar e soltar o ar pelo
nariz”, explica o treinador da BR Move, André Ricardo de Souza. Outro benefício
de se respirar pelo nariz é a manutenção das defesas naturais como o muco nasal
e os micro-cílios, que protegem o organismo de resfriados e sinusites.
Barriga e peito- Além de inspirar e expirar o ar pelas vias
corretas, existem ainda duas outras maneiras de se realizar a troca de gases que
acontece no pulmão. A mais comum e praticada no dia a dia é a torácica. “Essa
respiração é curta e não se utiliza toda a capacidade pulmonar”, explica Souza.
Já a outra maneira é a abdominal. Essa respiração é mais
completa, onde é necessário “pensar” em respirar. “Em repouso, normalmente, a
respiração abdominal é forçada, pois se utiliza músculos para expandir a caixa
torácica e assim fazer ‘caber’ mais ar”, afirma o treinador.
Correr e respirar- Ao praticar qualquer atividade física o
corpo humano automaticamente necessita de mais oxigênio e dependendo da
intensidade do exercício respirar pela boca se torna algo necessário.
“O corpo humano não mede esforços quanto a isso. A
morfologia do nariz não suporta inspirar todo o ar que o corpo precisa, sendo
assim é necessário inspirar e expirar pela boca para ter uma maior entrada de
ar”, diz Souza.
Dor no baço- Um dos primeiros sintomas da falta de
condicionamento físico é a dor que acomete alguns atletas na região do baço.
Segundo Souza, alguns iniciantes na corrida também sofrem desse incômodo, que
muitas vezes está relacionado ao diafragma e não ao baço.
Souza explica que a crendice popular sempre relaciona a dor
no baço ao excesso de água ou a respiração errada, quando na verdade essa é uma
reação muscular. “O diafragma é um músculo que está na horizontal, embaixo do
pulmão. Por isso, assim como os músculos da perna ou do braço, esse órgão fadiga
e sofre cãibras”, explica.
O treinador diz que não há artigos científicos que comprovem
a real dor no baço, mas alguns médicos não descartam essa possibilidade, já que
esse órgão funciona como um banco de sangue do corpo. "Com a necessidade
maior de circulação sanguínea, o baço libera sangue e com isso contrai. Talvez
daí exista algum incômodo", encerra.
Do Webrun


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