Por
Kátia Gonçalves – Comunicadora do Cecor
A segunda Conferência
Regional de Convivência com o Semiárido, de um total de cinco que
estão acontecendo nas regiões do Agreste e Sertão de Pernambuco,
ocorreu na última quarta-feira (27/11), na capital do Xaxado, Sertão do Pajeú
do estado.
Promovidas pelo Governo do Estado, sob a
coordenação da Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária (SARA), as
conferências são realizadas em parceria com a Fundação Avina,
Articulação no Semiárido de Pernambuco (ASA-PE), Federação dos Trabalhadores na
Agricultura do Estado de Pernambuco (Fetape), Conselho Estadual de
Desenvolvimento Sustentável (CDS-PE) e Associação Municipalista de Pernambuco
(Amupe). As conferências têm como princípios definir diretrizes
e ações
para o Plano Estadual de Convivência com o Semiárido.
O encontro reuniu
representantes de 31 municípios, das três regiões de desenvolvimento (RDs) do
estado: Sertão do Pajéu, Sertão de Itaparica e Sertão do Moxotó, para discutirem as propostas e ações de convivência a
partir dos eixos temáticos da Lei Estadual 14.922. Tiveram presentes também, representantes da sociedade civil, conselhos municipais de
desenvolvimento rural sustentável, associações, sindicatos e movimentos sociais.
Para o secretário de
Agricultura e Reforma Agrária, Aldo Santos, dos 184 municípios do estado de
Pernambuco, 122 estão no Semiárido. Por isso, se faz necessário estruturar
melhor o Semiárido brasileiro, uma vez que, é mais populoso do mundo. “A
estiagem sempre virá, porém, passada a chuva, teremos seca novamente, contudo,
devemos apontar qual a melhor aptidão para a convivência. Isso sem falar que o
homem e a mulher do campo sejam favorecidos com mais educação, saúde e água,
como elemento de cidadania e de direito”, alertou Aldo.
Representando as
mulheres presentes na mesa e no auditório, Célia Sousa, coordenadora da Casa da
Mulher do Nordeste (Afogados da Ingazeira), o momento é oportuno para discutir
as políticas de convivência com o Semiárido que, de fato, se concretizem.
Eliminando assim, a possibilidade das/os agricultoras/es serem vítimas da
indústria da seca, favorecendo a venda de água e provocando desgastes
emocionais com carros pipa.
“Finalmente estamos
abordando essa temática. Antes falávamos que se combatia a seca, mas a seca é
um fenômeno natural que sempre existiu, por isso, não se combate, se convive. Para
que possamos conviver com a seca é preciso que tenhamos ações concretas que possam preparar a
população para o enfretamento”, explanou Célia.
Convidado a compor a
mesa, o coordenador executivo da ASA/PE, Manoel dos Anjos, ressaltou o momento
histórico em que os participantes estavam vivenciando. Isso porque os projetos estavam ganhando força e
realidade. “Participar de um Plano de Convivência, onde as dificuldades são
apontadas por quem conhece a região é um marco. O papel da ASA-PE e sociedade
civil é acompanhar a excursão desse plano, propostas de convivência do Semiárido
e não de combate a seca”, completou Manoel.
No final da conferência,
os trezentos participantes, formaram grupos de trabalho por região
de desenvolvimento do estado.
Promover a regularização fundiária em toda região
do Pajeú; Consolidar os assentamentos existentes e ampliar os assentamentos de
crédito fundiário; Valorizar a participação da sociedade civil organizada
(Conselhos, Sindicatos, Associações) na implantação de politicas públicas de
implantação de infraestrutura hídrica e distribuição de água, além de investir
em infraestrutura de coleta, armazenamento e manejo da água de chuva nas
escolas rurais e urbanas.
Estas foram algumas das propostas apresentadas pelos representantes
das três regiões de desenvolvimento.
Cronograma:
Ontem (28), Garanhuns sediou a terceira conferência regional, além dos
municípios de Caruaru (04/12) e Surubim (05/12), culminando com a Conferência
Estadual de Convivência com o Semiárido que será realizada em Recife, nos dias
09 e 10 de dezembro.
A expectativa é concretizar em breve o Plano Estadual de
Convivência com o Semiárido.
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