Agricultora garante que viu o ser estranho comendo seus cachorros


Moradores da cidade de Canhotinho, no Agreste do Estado, estão vivendo uma rotina diferente há cerca de um mês. Crianças praticamente não saem de casa à noite, a maioria dos adultos tranca as portas depois das 22 horas e os que arriscam quebrar esse comportamento, correm o risco de ser atacados por um “lobisomem”. A população está aflita com os boatos de que o bicho que atormentou a cidade em 2001, está de volta uivando e atacando animais durante a noite.

Já são vários os relatos de pessoas que viram o monstro ou que tomaram conhecimento de sua presença em Canhotinho. O pavor aumentou no último sábado, depois do ataque que aconteceu no sítio Várzea. A agricultora Maria do Carmo Soares, de 57 anos, garante que viu o “lobisomem” comendo os cachorros de sua casa. “Eu estava assistindo televisão quando me levantei para ir apagar a luz da cozinha. Aí eu vi uma coisa estranha pela brecha da porta.

Quando eu fui olhar direitinho, era um bicho grande, todo peludo, com orelhas grandes e todo preto. Ele estava comendo um dos meus cachorros”, conta. O medo que ela teve foi tão grande que na hora ficou sem saber o que fazer. “Eu estava sozinha e fiquei sem ação. Chorei muito, fiquei desesperada”, afirma. Ela diz que no dia seguinte encontrou os seus três cachorros mortos. “Os pedaços deles estavam espalhados pelo terreiro. Eu nunca na minha vida vi um cachorro ser morto daquele jeito. Eu só consegui encontrar três pernas e uma cabeça dos cachorros. O resto ele deve ter engolido”, lembra.

No bairro Eliza Holanda, onde fica localizado o cemitério da cidade, os relatos são ainda mais assustadores. Um vigilante de um colégio, que pediu para não ser identificado, disse que chegou a atirar no pescoço do “lobisomem”. “Primeiro eu vi uma coisa muito estranha quando estava vindo para o trabalho. Foi por trás do cemitério, era como se fosse ele (o lobisomem) se transformando. No outro dia, eu estava aqui no colégio quando ele me viu e veio me atacar. Ele tinha dentes grandes e garras afiadas, deu medo, mas eu atirei no pescoço dele e depois ele saiu correndo pelo matagal”, garante.

A estudante Íris Frazão, de 19 anos, não viu o bicho pessoalmente. Mas ela diz que três cortadores de cana se depararam com o monstro numa estrada da zona rural e que tentaram matá-lo com facão, mas não conseguiram. “Eles estão vigiando o lobisomem pelos sítios aqui de Canhotinho”, conta a jovem. A estudante, como todas as outras pessoas que foram ouvidas pela reportagem, diz que o “lobisomem” é uma moça que mora perto do cemitério e que é acostumada a espancar a própria mãe. “A vida dela é bater na mãe. Todo mundo vê a coitada com a boca cortada e com marcas de unhas pelo corpo. Ouvi dizer que a transformação acontece num cercado que fica atrás da casa dela”, detalha. “Depois que o vigia deu um tiro nele, no outro dia ela foi atendida no hospital com dores no pescoço”, completa. (Folha de Pernambuco)