ABSURDO//Mesmo sendo um gigantesco canteiro de obras no sertão, um morador de Salgueiro só conseguiu emprego em Cuiabá

Mesmo diante da idolatria ao presidente Lula e de seu discurso do crescimento, onde uma linda história se constrói em Salgueiro no sertão do estado, um site diz que a cidade é empobrecida e relata a vida de um salgueirense a procura de um emprego, confira:
Da assessoria

Salgueiro é uma empobrecida cidade do sertão de Pernambuco, de onde veio o nordestino Edvaldo da Cruz Neves, 44 anos, de ônibus, em busca de trabalho. Ele viajou cerca de 3 mil quilômetros, parando de déu em déu, até aqui chegar. Quando aportou em Cuiabá, dia 1 de agosto deste ano, ou seja, há 24 dias, o parco dinheiro que trouxe já tinha acabado. Sem nada no bolso, sem teto, sem comida e sem conhecer ninguém por aqui, ficou sabendo que o Centro de Pastoral para Migrantes (CPM) acolhe os que, como ele, por algum motivo, estão em trânsito na vida.

"Edvaldo é uma das 205.088 pessoas para quem, em 30 anos de existência, a Casa do Migrante foi abrigo, alimento e esperança, em momento de incerteza e dificuldade. Este mês a Casa completa três décadas, prestando este serviço social fundamental em um Estado onde ainda hoje ocorrem “ondas” de migração. A data de fundação é 17 de agosto de 1980.

Ontem, Edvaldo estava feliz. Conseguiu um emprego de pedreiro com carteira assinada em Cuiabá. “Isso eu não tinha há anos”, diz ele. À noite, ligou para a mulher, que, junto com a filha de 3 anos, esperava ansiosa, lá em Salgueiro, por uma boa notícia. “Mandei dinheiro e vocês já podem vir”, avisou Edvaldo, que só frequentou escola até a quinta série. “Agora me deu uma vontade de voltar a estudar... Ainda não sei como vou fazer isso, mas vou conseguir!”

“Gente é para brilhar”, diz a frase, na porta da Casa do Migrante. Mais adiante, outra frase pintada na parede deseja que “Deus abençoe quem chega e quem parte”. Em um banner, uma homenagem ao beato João Batista Scalabrini, pai dos migrantes. Mais à frente corredores levam aos 75 leitos, aos banheiros e à cozinha. Nove funcionários cuidam da Casa: administram, fazem a limpeza e as três refeições do dia - café da manhã, almoço e janta."


Texto do site Olhar Direto

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