O que tem em comum a presidenta Dilma e o prefeito do Recife João da Costa ?

O jornalista Josué Nogueira do Diária de Pernambuco, destacou um momento político vivido pelo prefeito do Recife em comparação com a Presidenta Dilma Roussef, confira na íntegra a matéria.


"Uma das muitas frases proferidas nesta sexta-feira pela presidente Dilma Rousseff, ao anunciar socorro aos atingidos pela seca, lembra, no teor, afirmação feita pelo prefeito do Recife João da Costa logo que retornou da licença médica para o transplante renal, no inicio de 2011.
Naquela época, com a saúde em recuperação e preparando-se para tentar se firmar como candidato à reeleição, o prefeito anunciou que sua gestão dispunha de alguns bilhões para solucionar os problemas do Recife.
Ele fez questão de frisar que recurso era o que não faltava para a cidade. Isso após dois anos de uma administração sofrível e repleta de carências.
O fim dessa história, está aí. Se a montanha de dinheiro foi empregada, pouco se sabe, pouco se viu. O prefeito não conseguiu nem mesmo se candidatar à reeleição e sua gestão será encerrada, como começou: impopular e rejeitada.
Pois Dilma, com popularidade nas alturas e cercada de flagelo por todos os lados, saiu com esta: “Nós vamos cada vez mais ver o nosso povo de cabeça erguida, de nariz em pé, olhando para a seca e sabendo que temos todos os recursos para enfrentá-la.”
Assim como João da Costa, a presidente salienta o gordo recheio dos cofres da União após dois anos de gestão.
E aí só resta questionar:  estes recursos só apareceram agora? Um ano inteiro de queixas, prejuízos, racionamentos e desespero dos milhões que habitam o Semi Árido brasileiro não justificariam a utilização de “todos os recursos” citados pela presidente?
Os cofres da União são mais sensíveis à indústria automobilística dos estados do Sul/Sudeste que sempre conseguem longos períodos de isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados? Ao que tudo indica, sim.
Mas Dilma foi mais longe e caprichou em outras declarações. Parece que seu governo acabou de começar e que Lula, seu padrinho, não foi o seu antecessor:
“Queremos que a seca passe e ninguém sofra as consequências dela”, disse. “Queremos que a seca nunca afete a vida das pessoas”, disse.
“Vamos usar adutoras, irrigação, vamos usar do que há de melhor no mundo para garantir que o combate à seca não seja uma volta atrás, àquele passado antigo, em que se usava a seca para extrair boa vontade ou benefícios, prosseguiu.
“Queremos que as adutoras, cisternas, a irrigação sejam a realidade”, finalizou.
As declarações foram feitas na Bahia, onde o governo federal anunciou que começará a investir, ainda neste ano, R$ 1,8 bilhão para aumentar o fornecimento de água no Nordeste e no norte de Minas Gerais.
É torcer para que os tais recursos sejam aplicados a contento. E a que a população do Nordeste, diferentemente da do Recife, seja beneficiada."

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