Em toda e qualquer profissão sempre há os que se destacam e os que decepcionam a sua atividade. Os que nasceram com o dom da coisa, os que precisam aprender com o tempo e os que não aprendem nunca. Os que tratam a profissão de forma digna, dando-lhe a devida importância e os que a destratam e não conseguem obter a tão desejada prosperidade.
O profissional que cumpre todas as suas obrigações de maneira correta e eficiente certamente colherá bons frutos à medida que a sua carreira avança, independente da área escolhida.
No empreendedorismo não é diferente.
Neste artigo tentarei expor algumas diferenças entre os bons e os maus empreendedores:
O bom empreendedor:
Serve a empresa. Faz todo o necessário para atender aos interesses do negócio e de seus colaboradores. Está sempre a postos para torná-lo mais eficiente e dinâmico, atendendo cada vez melhor as necessidades de seus clientes e deixando-os sempre satisfeitos e fiéis. Tem uma vida financeira digna, sem extravagâncias que possam comprometer sua saúde financeira e consequentemente a da empresa.
Cria valores institucionais éticos e de boa gestão administrativa, que transmitem uma importante imagem positiva. Preocupa-se terminantemente com essa imagem, ou seja, cria uma marca de sucesso que se consolida cada vez mais com o tempo.
Cria políticas estratégicas de longo prazo, tenta enxergar o futuro da empresa com clareza e procura estabelecer metas e prazos que direcionam para esse futuro.
Valoriza os controles financeiros, vê a empresa por cima, de forma macro e sabe onde e qual o melhor momento de investir nela. Reúne os dados financeiros do passado para moldar o futuro.
Tem consciência de que a sua qualidade de vida influi muito no aspecto profissional. Apesar da rotina estressante do dia-a-dia, não se desliga dos compromissos que tem com ele mesmo, a família, os amigos e a sociedade. Usa o tempo livre com qualidade e foco no que lhe traz bem estar.
Quita seus impostos e encargos sociais. Tem noção de que é um mero repassador dos valores tributários aos cofres públicos. Sabe que a sonegação tributária é uma das grandes causas de falência empresarial e usa os dados obtidos com o controle financeiro para formar o melhor preço de venda, aquele que satisfaz o consumidor, o governo e os lucros necessário para o crescimento do negócio.
Aprende com os próprios erros e com os erros dos concorrentes, evitando cometê-los novamente no futuro.
É inovador, está sempre atento às mudanças do seu mercado, bem como as novas tecnologias que podem lhe ajudar a melhorar o faturamento, reduzir custos, aumentar a eficiência, etc. Vê as mudanças sempre com bons olhos e se adéqua a elas de forma rápida e eficaz.
Motiva seus colaboradores. São todos regularizados, paga bons salários, incentiva o crescimento pessoal deles, dá-lhes boas perspectivas e proporciona um bom ambiente de trabalho, tanto no aspecto físico quanto no emocional.
Valoriza a contabilidade e o seu contador. Tem neles fortes aliados na tomada de decisões e na tentativa de melhor administrar sua empresa. Através deles sabe exatamente todas as obrigações a que está sujeito e cumpre-as no sentido de estabelecer uma perenidade empresarial.
O mau empreendedor
Sorve a empresa. Tem a completa noção de que ela existe apenas para servir aos seus caprichos financeiros e devaneios de poder. Considera-se praticamente um deus que deve ser respeitado e idolatrado por seus funcionários e seu principal objetivo é fazer com que sobre mais e mais dinheiro a cada mês, com intuito de gastá-lo continuamente. Seu filho tem todos os vídeos-game de última geração, mas seus empregados ganham pouco e trabalham com máquinas obsoletas, desatualizadas ou velhas.
Os valores institucionais de sua empresa são baseados no “velho jeitinho brasileiro”, onde a regra principal é fazer as coisas da maneira mais fácil e barata possível. Não se preocupa com a imagem negativa que o negócio adquire com o tempo e a conseqüente e inevitável perda de clientes ocasionada por isso.
Não tem visão de longo prazo, o futuro é definido de forma circunstancial. As conseqüências do dia-a-dia é que definem o rumo a ser tomado pela empresa, como um barco a deriva que pode chegar a qualquer lugar. Sua estratégia principal é ganhar dinheiro.
Desmotiva os funcionários. Estes não são devidamente registrados, recebem mal e com atraso, não têm perspectivas de crescimento e abandonam a empresa na primeira oportunidade que aparece. As condições de trabalho são impróprias e desconfortáveis e a iminente presença diária do patrão é um fardo difícil de carregar.
Tem medo de mudanças ou de “gastar” com elas, não se adéqua às novas realidades tecnológicas até que seja inevitável ou porque todo o ramo de atividade já o fez. Pela falta de inovação, a criação de novos produtos ou serviços fica prejudicada, estagnando o faturamento.
Está sempre apressado, sem tempo, estressado, se queixando dos problemas que ele mesmo cria. Seu tempo de qualidade é escasso porque é usado para apagar os incêndios que queimam ao seu redor, seja dentro da empresa ou dentro de casa. Sua família reclama, sem sucesso, da sua ausência e sua saúde dá sinais de esgotamento.
Não aprende com os próprios erros e nem com os dos concorrentes, até porque não acredita que possa estar errado em alguma coisa e sua visão obtusa não lhe permite enxergar além do próprio umbigo.
Trata a contabilidade e o contador (se é que os tem) de forma negligente e desvalorizada, achando que são um mal necessário. Não acredita que possa tirar informações importantes desse setor e que o seu contador deve ser apenas um mero aliado na sua constante tentativa de burlar o fisco e pagar o menor imposto possível. Assim como também não acredita que hoje em dia a fiscalização tributária é praticamente feita de forma eletrônica e que já não se consegue passar incólume pelas conseqüências da sonegação.
Todos nós sabemos que os índices de mortalidade empresarial são grandes no Brasil, principalmente nas empresas iniciantes. O que nem todos sabem é que não é nada fácil empreender, principalmente quando não se faz a coisa certa.
O certo é que nunca é tarde para refletir, mudar e redefinir os caminhos a serem seguidos por sua empresa.
Assim será mais fácil obter o tão desejado sucesso empresarial.
Do Monte Sua Empresa
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