Blogueiro relata sofrimento ao procurar socorro médico em Flores



"Por volta das 22h30, esteve que vos escreve, estava a brincar com seu filho quando um ecoar de latidos de cachorros, choros e gritos nos despertou a curiosidade de sair rua fora na curiosidade de checar o que ocorria em uma das ruas mais pacata da centenária Flores.

 A nos aproximar do agitado e movimentado local, já tomado por moradores da rua, (estes meus vizinhos), nos deparamos com um acidente automobilístico, onde uma das vítimas, era Ryan que comemorou seu aniversário de 3 anos na última quinta, que voltava para casa na companhia de seus pais, em uma moto preta, destas mais populares da fabricante Honda.

O jovem pai, Laércio em pânico, estava chocado ao ver seu filho todo ensanguentado e “furiosamente” descarregou toda sua “culpa” (sentimento este, que o mesmo o transferia), com chutes e socos na motocicleta.  

Enquanto Laércio se comportava de tal maneira, vizinhos faziam contato com a Unidade de Saúde do Município, na tentativa de socorrê-los, enquanto do outro lado da linha que atendeu foi rápido em dizer que o veículo (ambulância) estava na rua, e que ia já.

Sem carro na garagem, de moto levei Ryan e sua mãe, Cristiane, até ao referido centro de atendimento em saúde do município, e durante o curto trajeto fomos certos de vermos o choro e a dor daquela criança ser minimizados com atendimento médico.

Ao pararmos na entrada principal da Unidade de Saúde, desci da moto coloquei a criança em meus braços (enrolada em uma toalha amarela), esta já toda ensanguentada. Ao dá os primeiros passos até a recepção, veio naturalmente o desapontamento e indignação.

De lá de onde estava do outro lado das grades de ferro, o funcionário foi logo a dizer: “Desça, que ambulância está lá em baixo, e vá para o Hospam, que o médico viajou”.

Ainda com a criança em meus braços, veio o sentimento do amor que sinto pelo meu filho Eloi, e confesso que grosseiramente respondi: “É desta maneira que se trata as pessoas, dando ordens? E o médico? Não se propaga que estaria aqui 24 horas, e se fosse seu filho”?
Além da indelicadeza e o despreparo do funcionário para desempenhar uma atividade de tal importância e rresponsabilidade, o funcionário, mentiu. O médio não teria viajado, realmente não houve atendimento médico durante todo do dia na Unidade.

Voltamos com a criança e sua mãe, onde no local do acidente, um motorista e técnico de enfermagem aguardavam para levar Laércio e seu filho a um hospital para que ainda recebessem os primeiros socorros, que nem tal procedimento foi feito na Unidade de Saúde.
Ao externarmos nosso lamento diante dos fatos, recebemos o apoio dos do motorista e técnico de enfermagem, que balançavam a cabeça e afirmavam a precariedade do atendimento médico no hospital.

Enquanto isso... Laércio ainda em estado de choque gritava desesperadamente, e os moradores tentava acalmá-lo e convencê-lo de entrar no veículo com seu filho e esposa; até que Laércio foi.

Em Serra Talhada no Hospam, Ryan recebeu o que é de praxe, os primeiros socorros, segue internado sob observações médicas, na companhia de sua mãe Cristiane.

Esperamos que a Secretaria Municipal de Saúde e seus representantes legais, não nos venham a lançar na tela dos computadores e nos microfones de emissoras de rádio, mais um falso e mentiroso slogan. Pois esta conversa fiada de médicos 24 horas e ações exclusivas não passa de uma pura jogada marketeira."

Por Júnior Campos

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