Tabagismo: não propague esta ideia
Leis proíbem publicidade, promoção e propaganda do cigarro, auxiliando a reduzir o consumo de tabaco
Um em cada três brasileiros deixou de fumar desde que foram
implantadas medidas de restrição à propaganda de cigarros na TV e nos demais
veículos de comunicação de massa. O estudo, produzido este ano pela Organização
Pan-Americana da Saúde (Opas), afirma, ainda, que a maioria da população é a
favor de medidas ainda mais rigorosas contra o fumo.
Segundo a dra. Maria Vera Cruz de Oliveira Castellano,
presidente da Comissão de Tabagismo da Sociedade Paulista de Pneumologia e
Tisiologia (SPPT), a indústria do fumo possuía estratégias que atraiam
principalmente o público jovem.
“O patrocínio institucional a shows e festas, a publicidade
em pontos de grande visibilidade como bancas de jornal e padarias e a venda
casada do produto junto a outros como relógios, CDs e bolsas de viagem eram
formas de despertar o interesse nos jovens,” diz a especialista.
Estudos comprovaram que as propagandas de cigarro,
principalmente na televisão, faziam com que os telespectadores, inclusive
crianças, ligassem o consumo do tabaco a ações e sensações positivas. Com isso,
algumas medidas foram tomadas na intenção de brecar este tipo de estímulo.
Entre elas, a proibição de anúncios do produto e do patrocínio a eventos
esportivos e culturais, exceto os cartazes em ambientes internos, como boates,
a obrigatoriedade das imagens de advertência nas embalagens e do uso das
frases: “Venda proibida a menores de 18 anos” e “Este produto contém mais de
4.700 substâncias tóxicas, e nicotina, que causa dependência física ou
psíquica. Não existem níveis seguros para consumo destas substâncias”.
De olho na regulamentação
Hoje, a principal questão buscada por médicos, ativistas e
população em geral, é a regulamentação da lei antifumo, sancionada em dezembro
de 2011, mas que está parada há quase dois anos.
Esta lei, de nº
12.546, que substitui a anterior, 9.294, proíbe o fumo em recintos
coletivos fechados, privados ou públicos de todo o país. Se devidamente
regulamentada, representará um importante avanço na política nacional de
controle do tabagismo, garantindo proteção à população brasileira.
Enquanto isso não ocorre, a falta de fiscalização pode
colocar em risco a população, especialmente os não-fumantes que tornam-se
vítimas do tabagismo passivo.
Ainda assim, a dra. Maria Vera avalia que a legislação
antitabagismo brasileira têm trazido importantes vitórias para a população,
pois já é possível notar a redução do consumo de cigarro no Brasil.
“O número de fumantes adultos no país caiu de 40% para 15%
em três décadas, aumentando o número de ex-fumantes para 26 milhões.”
Assessoria de Imprensa
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