MAIS MÉDICOS: Opas vai preencher vagas em municípios mais carentes‏

Os 400 médicos cubanos que vão atuar na primeira etapa do Programa Mais Médicos vão ser direcionados aos 701 municípios que não receberam a inscrição de nenhum profissional brasileiro e estrangeiro. 

Essas cidades estão distribuídas em 22 estados brasileiros e apresentam os piores índices de desenvolvimento humano do país. 

Os municípios estão concentrados no interior do Norte e Nordeste em regiões com 20% ou mais da população que vivem em situação de extrema pobreza. 

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os médicos cubanos que vão trabalhar no Brasil são preparados, experientes, têm especialização em saúde da família e já trabalharam em países de língua portuguesa.

"São profissionais que já atuaram em outras missões internacionais também e certamente vem aqui para o Brasil para ajudar o nosso País a suprir a carência de médicos em municípios que nenhum médico brasileiro e nenhum médico estrangeiro se inscreveram individualmente. 

São municípios de baixo IDH, de muita dificuldade de ter médicos, alguns municípios que não têm sequer um médico residindo e que o Ministério da Saúde usou todas as estratégias para atender a população brasileira que vive nesses municípios."

Os médicos cubanos começam a atuar nas Unidades Básicas de Saúde em 16 de setembro. Eles vão passar por avaliação de três semanas juntamente com os demais médicos do programa com diploma do exterior. 

O Ministério da Saúde assinou termo de cooperação com a Opas, Organização Pan-Americana da Saúde, nesta quarta-feira, para atrair médicos estrangeiros ao Brasil. 

Pelo acordo, fica definida a vinda de quatro mil profissionais de Cuba para as vagas que não foram escolhidas por brasileiros e estrangeiros na seleção individual.


Reportagem, Hortência Guedes

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