O papel da imprensa


Tenho assistido com muita alegria o florescer da imprensa serra-talhadense. Os blogs, jornais, revistas e programas de rádios, a cada dia ganham mais e mais espaço no cotidiano da população.

É bom ver essa virilidade de nossa imprensa, que diga-se de passagem, remonta de quando ainda éramos vila.

Como labuto na área, recebo eufórico estes novos tempos.

É bom ver que depois de tanto tempo, finalmente nossa imprensa começa a ser vista como de fato deveria ser vista, e começa a assumir o seu verdadeiro papel.

Costumeiramente digo que a imprensa é o quarto poder, e reforço essa afirmativa lembrando do seu papel de nos representar, de fazer ecoar os anseios da população.

Não consigo imaginar uma administração sem uma imprensa séria, que lhe cobre, que leve até os administradores a voz da população.

E é isso que temos assistido nestes últimos anos.

Poderia até dizer que finalmente os órgãos noticiosos, agora sim amadureceram, e começam a tomar consciência de seu potencial.

Os programas de rádio, com seus microfones abertos à população, se transformaram num canal direto, entre o povo e o poder público.

Os blogs, levando em tempo real as necessidades do povo e também as ações do governo, são agora ferramentas indispensáveis para os cidadãos.

Os jornais e as revistas, deixando registrado as necessidades e também o progresso de Serra Talhada, cumprem um papel ímpar em toda essa teia.

Fico feliz em ver tudo isso.

Fico feliz com o balanço positivo que podemos fazer do papel de nossa imprensa, que na sua função de formadores de opiniões, ajudam a construir nossa sociedade, no entanto, alguns profissionais da área confundem seu papel, e como acontece em outras áreas, alguns maus profissionais, colocam em risco todo esse belo trabalho que citei.

Como disse, a imprensa é formadora de opinião, assim sendo, o texto jornalístico deve ser sempre imparcial.

Os fatos devem ser noticiados, apresentado a opinião pública, mas nunca usado para manobras pessoais e muito menos para manobras eleitoreiras.

A população precisa e necessita dessa imprensa séria, isenta, pautada em fazer denúncias, em apontar erros e também em mostrar soluções.

Ninguém precisa de sensacionalismo, até porque, por trás de toda imprensa sensacionalista existe os interesses pessoas.

Precisamos de uma imprensa que critique, e que elogie sempre que se fizer necessário.

A credibilidade de nossa imprensa estará sempre atrelada ao seu comportamento.

Assim como fico feliz em ver a consolidação de nossa imprensa, vejo também com preocupação o aparecimento dos sensacionalistas... dos maus profissionais ( se é que são profissionais de imprensa ) que teimam em alardear apenas o negativo.

É gostoso para um jornal, ou rádio, ou blog, fazer uma cobrança e vê-la ser atendida, isso o credibiliza, isso o torna forte, mas, assim como cobrou, noticie também a solução do pleito.

É essa a função.

A imprensa existe para noticiar fatos, para informar as pessoas, para servir de ponte entre os contribuintes e os administradores. É crime, fazer uso desse poder para manipular pessoas.

Aqui no rádio, por exemplo, temos que lembrar que não falamos apenas por nós mesmos, falamos em nome do povo, de todo este povo que nos escuta, que confia em nossa força, que deposita em nossas palavras a esperança de se construir uma sociedade melhor.

Pensemos nisso todos nós, profissionais da imprensa, para que não façamos uso indevido da profissão.

Tarcísio Rodrigues (jornalista e escritor)

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