Por Antonia Braz
O Brasil passa por um momento de grande crescimento na geração de empregos em alguns setores e regiões do país.
Nos segmentos farmacêuticos, alimentos e bebidas, de indústrias diversas e calçados, no entanto, as dificuldades são maiores, conforme as empresas. Elas informaram não ter mecanismos para lidar com o problema. No farmacêutico e em indústrias diversas, 17% das empresas disseram não possuir qualquer forma de lidar internamente com a falta de trabalhador qualificado, enquanto que em alimentos e bebidas o percentual foi de 20% e em calçados, 21%.
Entre as 27 Unidades da Federação, 12 apontaram elevação do emprego, com recorde no Amazonas. Houve expansão do emprego em oito das nove Áreas Metropolitanas, com a geração de 42.116 postos de trabalho (0,28%). No Interior dos estados das Regiões Metropolitanas foram gerados 60.208 postos, equivalentes ao crescimento de 0,46%.
Se o Brasil continuar neste ritmo de crescimento será necessário realizar ações que possam prevenir o apagão de mão obra qualificada em futuro breve.
Diante desta realidade Universidades e Escolas Técnicas devem sentar e planejar novos cursos ou atualizações destes para que possa qualificar mão de obra de acordo a demanda existente e ainda, estabeler diálogo com as empresas para oferecer cursos de acordo com suas necessidades. Estas ações ajudarão os jovens a fazer a escolha da profissão com mais segurança e evitará ter mão de obra excedente em um setor e falta em outro.
Quanto ao poder público será necessário desenvolver programas educacionais que possam orientar os jovens e os desempregados que aguardam a oportunidade de um emprego, em novas áreas de atuação, ou ainda, naquelas com mão de obra escassa. Acredito também que muitas empresas vão precisar desenvolver seu próprio programa de formação de mão de obra qualificada, para atender suas necessidades emergentes. Muitas já estão fazendo, pois, não conseguem encontrar o profissional qualificado que corresponda ao perfil da empresa.
As evidências são claras da falta de ações para suprir as deficiências da educação em relação à qualificação de mão de obra, de acordo com o crescimento do país. Se as autoridades se sensibilizarem entendendo que este é um problema de interesse e benefício de todos, com certeza irão realizar ações estratégicas que consigam resolver este problema de forma eficaz. Mas resta saber quando estas ações irão acontecer de fato e assim o Brasil poderá ter melhores condições para competir.
FONTE: Assessoria de Imprensa do MTE
Antonia Braz é Pedagoga, Psicopedagoga e Especialista em Gestão Recursos Humanos.
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