"Queira DEUS que seja apenas uma mentira"

Professor espanhol fala sobre tsunami no Nordeste
Não são profecias. São resultados de estudos geológicos...
Tomara que dê tempo de pegar estrada e que os engarrafamentos sejam passiveis de ultrapassar....
Publicado: 22-07-2010
Uma palestra sobre “Deslizamentos Submarinos e Tsunamis”, será ministrada nesta sexta-feira, às 9 horas, pelo professor Miguel Canals, da Universidade de Barcelona (Espanha). Segundo artigo científico publicado na Revista Geophysical Research Letters pelos pesquisadores Steven N. Ward, do Instituto de Geofísica Planetária da Universidade da Califórnia, e Simon Day, da Universidade College, em Londres, é plausível a possibilidade de um tsunami proveniente das Ilhas Canárias atingir o litoral do Nordeste.

Litoral cearense na mira de Tsunami
Ceará pode ser atingido por Tsunami. O fenômeno seria causado por um deslizamento de terra nas Ilhas Canárias. Em até seis horas, ondas de sete metros de altura chegariam ao nosso litoral. Especialista espanhol não arrisca uma data para o fenômeno
O Ceará pode ser uma das próximas vítimas do Tsunami. Ondas de sete metros de altura chegariam ao litoral nordestino em apenas seis horas. O fenômeno não tem data certa para ocorrer, mas tem despertado a atenção de especialistas em todo o mundo.

O Tsunami no Ceará seria provocado por um deslizamento de terra nas Ilhas Canárias, na Espanha. Segundo o chefe de Geociências Marinhas da Universidade de Barcelona, Miguel Canal, a campainha de alerta será quando o vulcão em La Palma entrar em erupção. A última vez foi em 1972.
O especialista explica que o Tsunami seria formado pela passagem de detritos do deslizamento que progressivamente escavaria e soterraria o fundo do mar. O trajeto das ondas ganharia maior altura à medida que se aproximasse dos mares oceânicos mais rasos. As ondas se propagam de forma circular. Dessa forma, o fenômeno atingiria, com poucos minutos de diferença, outras regiões, como a Flórida, nos Estados Unidos.
Só que para o Tsunami ocorrer de fato, a velocidade crítica deve ser de aproximadamente 25 metros por segundo e volume efetivo de 17 a 27 quilômetros cúbicos. “Este panorama representa o pior cenário possível ocasionado pelo deslizamento. Afinal, nem todo deslizamento gera uma Tsunami”, avalia. E completa que nada pode ser feito para evitar ou reduzir o fenômeno, já que os deslizamentos de terra tem sido um processo fundamental de evolução da parte oeste das Ilhas Canárias.

Aquecimento global
O aquecimento global pode ser um dos impulsores desse cenário, já que o aquecimento de águas profundas podem gerar deslizamentos subterrâneos e liberação de gases. Atualmente, os Estados Unidos são os únicos a possuírem um sistema de vigilância sobre possíveis Tsunamis. A boia de identificação está instalada no meio do Oceano Atlântico e emite sinais à medida que ocorre o aumento do nível do mar.
O sistema é privado e não está disponível para o Brasil. Caso o Tsunami se confirme no Estado, o coordenador acadêmico do Laboratório do mar (Labomar), Luis Parente, acredita que as barracas de praia e a orla da Beira Mar seriam completamente destruídas em poucos minutos, por exemplo.


PREOCUPAÇÃO PELO MUNDO

As Ilhas Canárias formam uma região autônoma espanhola - desde 1982 - que fica nas proximidades do Marrocos, no Oceano Atlântico. A população é de aproximadamente dois milhões de habitantes.

As ilhas mais jovens e com maior atividade vulcânica são El Hierro, La Palma e Tenerife. Essas regiões espanholas possuem evidências claras de deslizamento de terra de idade recente – levando em consideração o tempo geológico.

As provas da atividade incluem cicatrizes de deslizamentos nos flancos da ilha, depósitos de detritos nas encostas mais baixas da ilha e turbiditos vulcanoclástica no fundo das bacias oceânicas adjacentes.

O último grande deslizamento de terra registrado naquela região ocorreu há aproximadamente 15 mil anos.
A possibilidade de um Tsunami atingir o litoral nordestino brasileiro proveniente das Ilhas Canárias foi objeto de estudo e artigo científico publicado na revista especializada Geophys, com o título “Cumbre Vieja Volcano: Potencial collapse and tsunami at La Palma, Canary Island”,elaborado pelos pesquisadores Steven N. Ward e Simon Day.

Cocó e Maranguapinho subiriam de nível
A Defesa Civil tem acompanhado as pesquisas sobre o assunto e reconhece a possibilidade do Tsunami no Ceará. Uma série de ações estão sendo desenvolvidas.

De acordo com o coordenador do Núcleo de Pesquisas e Redução de Desastres (Nupred) da Defesa Civil, Elineudo Maia,há um ano é realizado um estudo de mapeamento da área, levando em consideração urbanidade, assentamentos e drenagens. “Fortaleza é cortada por duas bacias, do Cocó e do Maranguapinho, que tem influência do oceano. Com o aumento do nível, várias outras áreas podem ser atingidas pela possível Tsunami”, afirma.

A meta é traçar um monitoramento, em parceria com universidades e Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), para unificar dados sobre os abalos e traçar estratégias de evacuação do litoral. “Tudo ainda está sendo desenvolvido, estamos no início do processo. Infelizmente, o Brasil vive uma cultura de só tratar do problema depois que acontece”, reconhece. (VG)


Fonte: Jornal O povo

ONDAS GIGANTES ATINGIRÃO O BRASIL
JB Online Internacional *

LONDRES - Todos os elementos que se poderia querer para um filme clichê de desastre estão ali: uma linda ilha vulcânica no Atlântico, à beira de um colapso catastrófico, ameaçando propagar ondas gigantescas que vão avançar pelo globo em questão de horas. E enquanto os cientistas tentam em vão tornar audível seus alertas, os governos olham para o outro lado.

Segundo Bill McGuire, diretor do Centro de Pesquisa de Riscos Benfield Grieg, da University College of London, um grande bloco de terra, aproximadamente do tamanho da ilha britânica de Man (572 km²), está prestes a se desgarrar da ilha de La Palma, nas Canárias, após uma erupção do vulcão Cumbre Vieja.

Quando - McGuire garante que a questão não é ''se'' - o bloco cair, vai gerar ondas gigantes chamadas megatsunamis. Viajando a 900 km/h, as imensas paredes de água vão atravessar os oceanos e atingir ilhas e continentes, deixando um rastro de destruição como os vistos no cinema. As megatsunami são ondas muito maiores do que as que o homem está acostumado a ver.

- Quando uma destas surge, se mantém de 10 a 15 minutos. É como uma grande parede de água em direção ao litoral - descreve McGuire.

Modelos feitos em computador do colapso da ilha mostram as primeiras regiões a serem afetadas por ondas de até 100 metros de altura: as ilhas vizinhas do arquipélago espanhol das Canárias. Em poucas horas, a costa ocidental da África será golpeada por ondas similares.

Entre nove e 12 horas depois do colapso em La Palma, ondas de 20 a 50 metros vão cruzar 6.500 km de oceano e atingir as ilhas caribenhas e a costa Leste dos Estados Unidos e Canadá. Ao chegar a portos e estuários, a água será canalizada para o interior. Mortes de pessoas e destruição de bens serão imensas, de acordo com McGuire.

Até 19 horas depois da erupção, ondas de 4 a 18 metros vão atingir a costa Norte e Nordeste do Brasil, do Pará à Paraíba. A ilha de Fernando de Noronha será um dos locais onde a tsunami chegará com mais força no Atlântico Sul.

A Europa também será golpeada. O litoral Sul de Portugal, Espanha e o Oeste da Grã-Bretanha vão experimentar ondas de até 10 metros, quatro ou cinco horas depois do evento geológico nas Canárias. Portos serão destruídos. Desastres naturais como estes são raros, ocorrem a cada 10 mil anos. Mas La Palma pode entrar em colapso muito antes.

- O que sabemos é que está em processo de acontecer - garante McGuire.

A ilha chamou a atenção dos cientistas em 1949, quando seu vulcão, o Cumbre Vieja, entrou em erupção, causando um desabamento de parte de seu flanco Oeste, que afundou quatro metros oceano abaixo. Especialistas acreditam que placas de terreno continuam escorregando lentamente para o mar e dizem que uma próxima erupção deve fazer toda a lateral ocidental da montanha desabar.

- Quando acontecer, não vai levar mais que 90 segundos - disse McGuire

Email enviado pelo leitor M.M.S

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